quarta-feira, 25 de junho de 2008

Quando aperta...

Desconhecido

Evito tocar no assunto. Por vêzes, a saudade é tão grande que, ainda ele está comigo e já sinto saudades...
O tempo passa a correr, é precioso. E com eles, passa ainda mais depressa. Por isso, cada momento que estamos juntos torna-se algo especial. Algo único.
Sempre tivemos uma ligação muito forte. Em tudo. Assim que estamos juntos, tudo está bem. Fica uma paz, uma calma dentro do coração que nada nem ninguém mais me dá.

Foi e será sempre a única razão que me fará pensar nas decisões que tomei. Foram certas ? Erradas ? Fui egoísta ? Como é que ele vai ficar ? Como é que o vai afectar ?
Mas depois penso nos momentos de felicidade que passamos juntos desde então. No que quero conquistar para ele e por ele. E fico um pouco melhor...


É uma dôr muito grande. Uma das últimas vêzes que o fui levar de volta, ele quis ficar à entrada do prédio a olhar para mim. Fico sempre à espera de o vêr desaparecer enquanto sobe as escadas do prédio. Desta vêz, ele não quis subir. Não fêz birra como das outras vêzes. Fazia birra, chorava mas passado 5 minutos lá se conformava e acabava por ir bem.
Desta vêz não. Ficou muito calmo, sentado nas escadas, sem arredar pé...


Não consigo descrevêr como fiquei. Senti-me todo partido por dentro. Como é possível que uma meia-leca me faça tanta falta ? Não se costuma dizêr que somos mais desprendidos ? Tretas...



Filhote, sinto tanto a tua falta. O pai tem muitas saudades tuas...

2 comentários:

'C. disse...

e acredita que ele também se sente desfeito por dentro, eu também sempre me senti desfeita por dentro quando tinho de me separar do meu pai... apesar da minha idade, pai é pai em qualquer idade.

miúdo disse...

Olá 'c.

Sim, eu sei disso. O piôr é que ele sofreu um corte muito radical comigo logo no início da separação, por causa da mãe. Eu sempre fui o ponto de referência de amôr, carinho e segurança dele e a mãe tentou quebrar isso de uma forma estúpida e cruel.

Mas nada me vai afastar dele...

Fica bem ;-)